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Stranger Things e o uso de Big Data pela Netflix

Se você não assistiu a nova série do Netflix, Stranger Things, pelo menos já ouviu falar. Stranger Things estreou no dia 15 de julho e já virou um sucesso no mundo todo, desbancando até Game of Thrones, da HBO.

Mas, qual a receita de um sucesso tão imediato? A resposta é Big Data. A teoria levantada por Gustavo Miller, em um artigo publicado no Linkedin, acredita que o sucesso é devido ao estudo de algoritmo da Netflix, com uma junção das séries e filmes mais assistidos no mundo pelo site, estrelando dois dos atores mais populares da década de 90, Winona Ryder e Matthew Modine.

Stranger Things faz referência a sucessos como: ET, Conta Comigo, Alien, Carrie, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, Evil Dead, Goonies, Poltergeist, Além da Imaginação e Chamas da Vingança.

O Big Data, grande conjunto de dados armazenados, está sendo cada dia mais utilizado pelos profissionais de marketing. Esses dados são analisados, capturados, pesquisados e expostos a estudos de comportamento daquele consumidor. A discussão gerada em torno disso é de até onde a privacidade do consumidor é respeitada. Temos esse direito de nos apropriar de informações que não foram autorizadas especificamente a serem passadas? Até onde a ética vai de encontro a esse recurso?

O estudo desses dados começou a entrar em discussões mais sérias em 2012, quando a rede americana varejista Target enviou a uma adolescente cupons de descontos para roupas de bebês. O pai da menina, indignado, procurou a rede acusando-a de tentar induzir a menor a engravidar precocemente e quando confrontou a filha descobriu que ela já estava grávida. A Target sabia da gravidez antes do próprio pai. Como conseguiram isso? Cruzando informações e analisando padrões de compras. Por exemplo, muitas pessoas compram cremes hidratantes, mas as mulheres grávidas compram maiores quantidades e geralmente sem perfume.

Concordando ou não, já vivemos nessa realidade. A Netflix, a Target e outras empresas estão mostrando ao mundo que um produto de sucesso e engajamento não é um tiro no escuro, que conhecer o público-alvo e sua audiência é a fórmula mais básica para alcançá-lo e conhecer, eu digo, profundamente. Estudá-lo, antecipar desejos e necessidades que eles ainda não tenham conhecimento, surpreender com produtos e transformar esses em objetos e/ ou serviços de desejo. Faça-o sonhar com a sua empresa e sentir real necessidade dela.

Por  Lana Machado 

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